O LABIRINTO A MORTE E O PÚBLICO (2007)
Num espaço e tempo cúmplice; os intérpretes, o público, e um esqueleto humano interagem e reflectem sobre o carácter efémero do corpo, numa abordagem simbiótica entre uma experiência de acção no domínio do gesto e da presença e a comunicabilidade do espaço cénico no domínio dos signos e dos sentidos. Nesta peça, toda a iconografia se instala sob o signo do efémero e do transitório. Ossos, flores e frutos, foram a matéria-prima iconográfica para uma (doce) celebração dos mistérios da vida e da morte. Assim como as palavras que acabámos de trocar se dissipam, mais aqui não fica do que um rasto de pó a vibrar na nossa memória. A morte é por excelência um momento de crise e de radical transição profundamente enraizado no coração da vida social. Todas as sociedades apresentam um determinado número de cerimónias e rituais fúnebres que têm como objectivo assinalar esta radical transição. Uma thanatologia lança-nos na extrema diversidade e complexidade de formas culturais de pensar a morte, sob a forma de rito, mito, obra de arte, especulação filosófica ou hipótese científica.
The Labyrinth, Death and the Audience. Bones, fruits and flowers. The audience, the performers and a human skeleton, all accomplices in time and space, interact and reflect upon the ephemeral and transitory nature of the body, in a symbiotic approach to an experience of action in terms of gesture and presence and the communicability of the set within the domain of signs and senses.
L’espace et le temps aidant; les interprètes, le public, et un squelette humain interagissent et reflètent sur le caractère éphémère du corps, dans une approche symbiotique entre une expérience d’action dans le domaine du geste et de la présence et la communicabilité de l’espace scénique dans le domaine des signes et des sens. Dans cette pièce, toute l’iconographie s’installe sous le signe de l’éphémère et du transitoire. Un requiem où les os, les fleurs et les fruits, étaient la matière première iconographique d’une méditation esthétique et performative sur la mort. Tout comme les paroles que nous venons d’échanger se dissipent, ici il ne reste qu’une trainée de poudre qui vibre dans notre mémoire. La mort est par excellence un moment de crise et de transition radicale, profondément enracinée dans le cœur de la vie sociale. Toutes les sociétés ont un certain nombre de cérémonies et de rituels funéraires visant à souligner ce passage radical. Une thanatologie nous plongerait dans l'extrême diversité et complexité culturelle des modes de réflexion sur la mort, sous la forme de rite, mythe, œuvre d’art, spéculation philosophique ou hypothèse scientifique.
Encenação, dramaturgia, espaço cénico e sonoro João Samões Interpretação João Samões, João Galante, Margarida Mestre Som Jack Goldstein Registo fotográfico Ricardo Mendes Registo vídeo Helena Inverno Apoios Centro Cultural de Belém, JGM/espaço do Urso e dos Anjos, Transforma Projecto apoiado pela DG/Artes-MC Duração 60 minutos